Eu queria ser um poema
Uma poesia qualquer de um adolescente triste e solitário
Queira ser as palavras que saem livres de seu coração
Sem interrupções
Sem pudor, sem medo, sem censura
As palavras nuas e indecentes de um coração desesperado
Cheio de sonhos e ilusões
Queria ser a poesia cálida
Morta-viva, sem explicação
Sem dicionário
Contraditória e imbecil em todos os seus versos
A poesia livre, libertina, corajosa
e Sem nenhum crítico invejoso babaca pra criticar
A poesia de um segundo
Dos sentimentos mais profundos e escondidos
Dos desejos sexuais e dos sonhos metafísicos
Dos dias de calor e frios
Da solidão e da aventura
Do inesperado e do rotineiro
Do ódio pelo amigo
E do amor pelos rivais mais desleais e nojentos
Queria ser o poema que nasce num átimo de segundo
Mas que apreende toda a dor de ser um nada em meio a um mundo sujo, desleal, mesquinho, capitalista e aos cacos
Queria ser acima de tudo a poesia do amor não correspondido
Daquele amor que a gente pensava que ia dar certo
Daquele amor que a gente jurava ser perfeito
Mas que no final nos deixa sempre decepcionados
Arrasados
Sem vontade de viver
Eu queria ser a poesia solta de correntes
Livre pra correr, voar, morrer e nascer
A poesia da juventude transviada e desesperada
A poesia vazia dessa jovem que agora olho
Que agora penso
Dessa jovem de cabeça baixa
Cabelo comprido e meias sujas sentada no banco da escola
A poesia escondida em cada raio de sol que a ilumina
A poesia do infinito
A poesia da vida
A poesia íntima e nunca publicada de que consegui ler uns versos que ela me deixou ver no seu diário
E dizia assim:"Me sinto muito sozinha,por isso amo,por isso estou triste,sei que devia estar feliz
e sei que é por isso que não estou"
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário